Como funciona a licença
Esta página é a referência canônica da política de licenciamento da V3RTECH e da RIT. Os manuais de cada plugin (V3REvent, V3RHelp, V3RLGPD, GE Associados, RIT360 Solidário, RIT360 Premiado…) apontam para cá quando o cliente final tem dúvida sobre a própria licença — é aqui, e só aqui, que a política vive por escrito.
Por que isto importa
Quem opera o V3RLicense precisa entender a política com precisão para responder o cliente sem inventar, e para não prometer nem negar algo que o sistema não faz. É também o texto que você copia (ou linka) quando um cliente pergunta “por que perdi acesso?” ou “por que não perdi?”.
O que a licença dá direito
A licença de um plugin da V3RTECH/RIT dá direito a atualização e correção — não a uma funcionalidade extra dentro do plugin. Os plugins são distribuídos sob GPL (veja Licença de Uso do Software), o que significa que o código já pertence a quem o instalou; o que se vende é o serviço de manter esse código atualizado.
Uma mesma chave de licença pode cobrir mais de um plugin — é o caso de organizações parceiras ou filiadas à RIT com direito ao catálogo inteiro. Nesse caso, a mesma chave é colada em cada um dos plugins cobertos. Status, expiração e renovação são da licença como um todo — vencer ou revogar afeta todos os plugins cobertos ao mesmo tempo. Só a cota de ativação é diferente: ela é contada separadamente para cada plugin coberto (veja a seção seguinte).
Licença vencida não desliga o plugin. Quando uma licença expira ou é revogada, o plugin cliente continua funcionando exatamente como antes — nenhuma tela para de abrir, nenhum recurso é bloqueado. O que muda é que o plugin para de receber atualização e correção até a licença ser renovada.
Isso é decisão de política, não limitação técnica: o endpoint que o plugin usa para saber o próprio status (
/validate) sempre responde com sucesso, informando o status real (active,expired,revoked) — nunca nega a resposta por causa do status. Só os endpoints de atualização e download recusam quando a licença não está em dia, porque é exatamente isso que a licença cobre.
A venda pela loja emite a licença sozinha
Um produto publicado na loja WooCommerce a partir da tela Venda do plugin — seja pela seção de assinatura (combinações de duração e sites) ou pela seção de perpétua e negociada — não precisa de ninguém do lado do V3RLicense para virar licença: o pedido pago é que dispara tudo:
- Compra avulsa (produto de licença perpétua) — pedido pago emite uma licença por unidade comprada, e o V3RLicense manda ao cliente um e-mail só, com todas as chaves, cada uma identificada pelo produto correspondente. Comprou 5, o cliente recebe 1 e-mail com as 5 chaves. Comprar uma unidade continua igual, num e-mail com uma chave.
- Assinatura (produto de licença mensal, trimestral, semestral ou anual) — o pagamento inicial emite a licença do mesmo jeito; cada cobrança de renovação seguinte estende essa mesma licença — mesma chave, mesmas ativações preservadas — em vez de criar uma segunda. O cliente não reconfigura nada a cada cobrança, e a renovação automática não manda e-mail (o próprio WooCommerce já confirma a cobrança).
Em ambos os casos o cliente é sempre identificado pela conta com que fez o pedido na loja, nunca por um e-mail digitado à parte.
Um pedido com item avulso e item de assinatura gera dois e-mails, não um. Compra avulsa e assinatura são emitidas em momentos diferentes do processamento do pedido — misturar os dois tipos no mesmo carrinho não é defeito, é o motivo de chegarem separados.
Os cinco status de uma licença
| Status | O que significa | O que o plugin cliente sente |
|---|---|---|
| Ativa | dentro da validade, não revogada | atualização normal |
| Em carência | venceu, mas dentro dos 15 dias seguintes ao vencimento — só para licença que gera cobrança | atualização normal, como se ainda estivesse ativa |
| Suspensa por falta de pagamento | venceu e passou dos 15 dias de carência, sem renovar — só para licença que gera cobrança | plugin funciona; atualização e download bloqueados até renovar |
| Expirada | venceu e a origem não gera cobrança (licença concedida) — vai direto para expirada, sem carência | plugin funciona; atualização e download bloqueados até renovar |
| Revogada | cancelada manualmente (reembolso total, fraude, decisão da casa) | plugin funciona; atualização e download bloqueados até nova decisão |
Revogação é decisão que só se desfaz emitindo outra coisa. A tela de Licenças não tem um botão de “reverter revogação” — uma licença revogada permanece revogada. Se o motivo da revogação deixar de existir, a saída é emitir uma licença nova ou, quando fizer sentido, ajustar o cadastro manualmente com apoio técnico.
Carência e suspensão — só para quem paga

Uma licença vencida não vira “suspensa” automaticamente — o que acontece depende de a origem dela gerar cobrança ou não:
- Origem que gera cobrança (ex.: “Venda (WooCommerce)”) — a licença vencida entra em carência por 15 dias corridos, contados do vencimento. Durante a carência, o plugin do cliente continua recebendo atualização normalmente, como se a licença estivesse ativa. Passados os 15 dias sem renovar, a licença vira suspensa por falta de pagamento.
- Origem que não gera cobrança (ex.: “Isenção — filiada à RIT”) — vence e vira expirada direto, sem carência nenhuma. Faz sentido: não há cobrança pendente para dar tempo de regularizar.
Suspensa não derruba nada no site do cliente. É a mesma regra de sempre para licença sem cobertura: o plugin já instalado continua funcionando normalmente — só para de receber novas versões e correções.
activate/validatecontinuam liberados; só atualização e download ficam bloqueados.
Regularizar o pagamento — pela renovação manual, pela renovação em lote, ou pela cobrança automática de uma assinatura — devolve a licença a “Ativa” na hora, porque o status é sempre recalculado a partir da data de vencimento, nunca depende de um processo agendado ter rodado.
Estorno
O WooCommerce dispara o mesmo evento para estorno total e parcial; o que diferencia um do outro é o pedido ter ficado inteiramente reembolsado ou não:
- Estorno total — revoga a licença.
- Estorno parcial — não mexe na licença. Um desconto ou ajuste parcial no pedido não tira a cobertura do cliente.
Cancelamento de assinatura, por si só, não revoga nada: o cliente mantém o acesso normal até o fim do período que já foi pago.
Avisos automáticos por e-mail
O V3RLicense avisa por conta própria, sem que o operador precise lembrar de nada. A régua muda conforme o tipo de cobrança da licença:
Antes do vencimento, ao cliente de uma licença comprada:
| Tipo de licença | Antecedência dos avisos |
|---|---|
| Mensal | 7 e 1 dia antes |
| Trimestral | 15, 7 e 1 dia antes |
| Semestral e Anual | 30, 15, 7 e 1 dia antes |
| Vitalícia/Perpétua | nenhum aviso — nunca vence |
Assinatura recorrente ativa foge dessa régua: o cliente recebe um aviso só, sempre 7 dias antes da cobrança automática — a régua completa faria pouco sentido para quem paga sozinho, sem precisar agir.
Durante a carência (só licença que gera cobrança), o cliente recebe mais avisos: um no dia em que a carência começa, um quando faltam 8 dias para a suspensão, um no último dia do prazo, e um quando a suspensão de fato acontece.
Licença concedida segue outra regra por completo: quem é avisado é o operador, nunca o cliente, porque a renovação dessas licenças é sempre manual. O e-mail vai para o endereço cadastrado em Configurações, na mesma antecedência da tabela acima, e sugere usar a renovação em lote.
A régua roda mesmo sem loja. Ela usa o agendador do próprio WordPress, não o mecanismo do WooCommerce — continua funcionando mesmo para licença vendida fora da loja (sem pedido vinculado) ou se a loja for desativada. O que decide se uma licença entra na régua é a origem estar marcada como “gera cobrança”, nunca a existência de um pedido.
Identidade visual e remetente
Desde a v0.13.1, todo e-mail que o cliente recebe — chave da licença, avisos de vencimento e de carência, e o aviso ao operador de uma licença concedida — usa a identidade visual institucional da V3RTECH: logomarca no cabeçalho, títulos em verde escuro, e a chave da licença destacada num bloco amarelo para não passar despercebida no meio do texto. O conteúdo e o comportamento continuam os mesmos de sempre — só a aparência mudou.
Os e-mails que o WooCommerce manda por conta própria (confirmação de pedido, recibo, ao cliente que compra pela loja) ganharam a mesma identidade, para o cliente não notar dois visuais diferentes numa mesma compra.
Isso também mudou para quem opera: os avisos que o WooCommerce manda ao administrador da loja — novo pedido, pedido cancelado, pedido malsucedido, gateway de pagamento ativado, e os seis avisos de assinatura (nova cobrança de renovação, assinatura trocada, cancelada, expirada, suspensa e reativada) — passaram a ir para comercial@v3rtech.com.br. Antes, quatro desses avisos iam para suporte@v3rtech.com.br por configuração explícita, e os outros seis caíam lá por herdarem o e-mail de administração do WordPress (que continua sendo suporte@). Quem acompanhava pedido novo pela caixa do suporte precisa passar a olhar comercial@. O remetente dos e-mails da loja também passou a ser comercial@v3rtech.com.br, no lugar de suporte@.
Os e-mails que o V3RLicense manda diretamente (chave, vencimento, carência, aviso ao operador de isenção) já saíam como
V3RTECH <comercial@v3rtech.com.br>, e continuam assim — o remetente deles é definido pelo próprio plugin, não pela configuração da loja nem pelo padrão do WordPress. O que mudou de remetente foram os e-mails nativos da loja WooCommerce, que agora saem do mesmo endereço.
Ativação por domínio, e a cota
Cada site (domínio) em que o cliente ativa um plugin conta como uma ativação, com um limite (activations_max) — quando o produto não define um padrão, é ilimitado. Para uma licença que cobre mais de um plugin, esse limite é contado separadamente para cada plugin: ativar o V3RLGPD num domínio não usa a cota do V3RHelp! coberto pela mesma chave.
Ambientes de teste não consomem cota. O servidor reconhece automaticamente quando uma ativação vem de um ambiente de desenvolvimento ou homologação (por padrões do próprio domínio) e não soma essa ativação ao limite da licença. Isso existe para o cliente poder testar o plugin num site de staging sem gastar a cota da licença de produção — se você olhar a lista de ativações de uma licença e ver mais linhas do que o limite contratado, é provável que algumas sejam de teste (a coluna “Ambiente de teste” mostra isso). Os critérios exatos de reconhecimento não são públicos — não são um dado que o manual expõe.
Quando o cliente muda de domínio (staging virou produção, ou o site mudou de endereço) e a licença está no limite, é preciso liberar uma ativação antes de ele conseguir ativar no domínio novo.
Renovação
Renovar uma licença expirada reativa a mesma chave — o cliente não recebe uma chave nova, e as ativações que ele já tinha continuam valendo, sem precisar reativar nada. Quando é um acesso (produto ligado a serviço), a renovação leva o token junto — veja Validade do token, e o que a renovação do acesso muda. Veja o passo a passo em Renovar uma licença.
A aba “Minhas licenças”, na conta do cliente
Desde a v0.14.0, o cliente tem uma aba própria — “Minhas licenças”, dentro de “Minha conta” no site — onde vê e resolve sozinho boa parte do que antes só o suporte podia dizer. Isso muda o que chega até você: “perdi a chave”, “até quando vale” e “quantos sites ainda posso usar” deixam de ser chamado.
O que o cliente vê
Para cada licença dele — comprada, concedida por parceria ou por isenção, tanto faz: a aba mostra as licenças da pessoa, não as compras dela —, o cliente vê o produto coberto, a chave inteira (sem máscara), até quando vale e quanto falta, o estado, e em quais sites está ativada com quantas ativações ainda cabem. Quando uma licença cobre mais de um produto, a cota aparece separada por produto, nunca somada — a mesma regra de sempre, só que agora visível para ele também.
O cliente desativa um site sozinho
O cliente pode desativar um domínio direto por ali. É a mesma operação que você faz em Liberar uma ativação — não existe um caminho de desativação paralelo, o plugin cliente e a aba usam o mesmo mecanismo por baixo. Desativar libera a vaga e não mexe na validade: quem desativa não perde tempo pago nem ganha tempo. O site desativado para de receber atualização e correção; a licença continua valendo e pode ser ativada em outro lugar, ou nele mesmo de novo.
Consequência prática: “troquei de domínio” e “estourei a cota” deixam de exigir sua intervenção na maior parte dos casos.
Troca de plano, pela própria assinatura
Desde a v0.19.0, o cliente com assinatura ativa (produto vendido pela seção de assinatura de Venda do plugin, com combinações de duração e sites) pode trocar de combinação direto na própria assinatura, pelo mecanismo nativo do WooCommerce Subscriptions — subir para mais sites, mudar a periodicidade, ou descer. A licença acompanha a troca automaticamente: número de ativações e tipo passam a ser os da combinação nova, mantendo a mesma chave e os sites já ativos.
Descer de plano não tem multa nem custo adicional. A cobrança menor passa a valer normalmente a partir da própria troca — o preço em si é assunto do WooCommerce Subscriptions; o V3RLicense só decide se a cobertura cabe (próxima seção).
Descer de plano com mais sites ativos do que o novo permite é recusado
Se o cliente tenta descer para uma combinação com um limite de sites menor do que ele tem ativado hoje (contando só ativações que não são de ambiente de teste — a mesma regra de sempre), a troca é barrada antes de entrar no carrinho. Ele vê uma mensagem dizendo quantos sites precisa desativar, com um link direto para a aba “Minhas licenças”, onde ele mesmo desativa (veja a seção anterior).
O sistema nunca desativa site por conta própria. Foi decisão de produto deliberada — desativar um site em produção sem a pessoa escolher qual derrubaria a atualização dele sem aviso. A saída é sempre o cliente decidir e agir, nunca automática.
Consequência prática para o suporte: “quero mais sites” e “quero pagar menos” deixam de ser chamado — o cliente troca sozinho. O chamado que sobra é “não consigo descer de plano”, e a resposta é a própria mensagem que a tela já mostra: desativar o excedente na aba “Minhas licenças” primeiro.
Licença sem valer mostra o caminho de volta
Quando a licença não está em dia, a aba oferece o caminho de regularizar — e o caminho depende da situação real, não só do rótulo do status:
| Situação | Para onde a aba leva |
|---|---|
| Em carência ou suspensa, com cobrança em aberto | Aba “Assinaturas” — o cliente já paga ali |
| Vencida, com assinatura encerrada | Reassinar (mecanismo nativo do WooCommerce Subscriptions) |
| Vencida, sem assinatura (compra avulsa) | Comprar de novo o mesmo produto |
A cobrança nova conta a partir da data em que a pessoa volta a pagar, nunca da validade anterior. Quem ficou seis meses sem renovar não paga por um período que não usou — é a mesma lógica de sempre (veja Renovar uma licença), só que agora é o próprio cliente quem inicia. Essa é uma resposta frequente de suporte; vale ter decorada.
Se o produto original da licença saiu de venda ou foi despublicado, a aba não vira um link quebrado: ela oferece a página de produtos disponíveis configurada pelo gestor (quando houver) e o contato. Sem essa configuração preenchida, o cliente vê só o contato.
Armadilha de suporte — o nome do estado não é o mesmo dos dois lados
O painel e o cliente usam palavras diferentes para o mesmo estado, de propósito. Onde você vê “Expirada”, “Suspensa por falta de pagamento” e “Em carência”, o cliente vê “Vencida” nos dois primeiros e “Vencida — renovação em aberto” no terceiro. A distinção entre esses três estados é operacional — importa para você decidir cobrança —, mas o texto do painel acusaria de calote quem talvez só tenha decidido não renovar.
Se você abrir a tela do cliente por cima do ombro dele (ou olhar um print que ele mandou) esperando ver a mesma palavra do painel, vai estranhar. Não é bug: é a mesma licença, vista com vocabulário diferente para cada lado. (Até a v0.16.0 essa distinção vazava — uma licença simplesmente vencida chegou a aparecer como “Suspensa por falta de pagamento” para o cliente; corrigido na v0.16.1.)
Token de acesso a serviço da casa
Desde a v0.30.0, um produto pode dar acesso a mais do que atualização de plugin: ele pode dar acesso a um serviço da casa — hoje, o V3RSigner, o serviço que assina PDF. Um produto ligado a um serviço não é chamado de “licença”: é chamado de acesso (desde a v0.33.0 — veja Licenças e acessos). O cliente recebe, além da chave, um token: uma cadeia de texto longa que ele mesmo cola no sistema que vai consumir o serviço (por exemplo, no lugar onde o site dele integra com o V3RSigner).
Nem toda licença tem token — só o acesso tem. Só quando o produto está ligado a um serviço (cadastro que o operador faz em Audiências de serviço) o item vira acesso e ganha token. A imensa maioria das licenças — que só cobrem plugin — nunca mostra esse bloco.
Como o token nasce
Um token de acesso sai de três jeitos, todos gerando exatamente o mesmo tipo de token:
- Compra ou renovação de um produto ligado a serviço — o token sai (ou é renovado, veja abaixo) automaticamente, sem nenhuma ação de ninguém.
- O cliente gera pela própria conta (desde a v0.32.0) — quando o acesso já dá direito ao serviço mas ainda não existe token vigente (por exemplo, um acesso concedido por parceria, ou emitido antes de o produto ganhar audiência), a aba “Minhas licenças” mostra um botão Gerar token no lugar do bloco de token. Antes da v0.32.0 esse bloco simplesmente não aparecia, e o cliente não tinha saída própria.
- O operador emite pelo painel (desde a v0.32.0) — em Licenças e acessos, na linha do acesso, com o ícone Emitir token de acesso. Útil para dar acesso fora do fluxo de venda.
Nunca existem dois tokens vigentes ao mesmo tempo para o mesmo acesso. Emitir de novo quando já existe um vigente é recusado nos três caminhos acima — para trocar, o caminho é reemitir (veja adiante), que revoga o anterior.
O que o cliente vê
Na aba “Minhas licenças”, o acesso que tem token mostra um bloco próprio, logo abaixo da tabela de produtos:

- O token em claro, com um botão Copiar — sempre visível, sempre disponível. Isso é diferente do e-mail de chave de licença, que é enviado uma vez: aqui, o cliente pode voltar a essa aba a qualquer momento e copiar o token de novo, sem precisar guardar o e-mail original nem pedir para o suporte reenviar.
- Válido até: a data (e hora) em que o token deixa de valer, ou “não expira” para os poucos casos sem prazo.
- A trava atual, sempre escrita por extenso — nunca em silêncio, nem quando não há trava nenhuma.
A trava do token — o que muda a segurança de quem compra
A trava decide quem consegue usar o token, além de quem tem o valor dele em mãos:
- Sem trava — é como todo token nasce. Quem estiver com a cadeia de texto pode assinar em nome do cliente, de qualquer lugar, sem mais nenhuma verificação. É simples de configurar (não exige nada do cliente) e é adequado para um primeiro teste, mas não protege contra o token vazar — por e-mail encaminhado à toa, por exemplo, ou por um arquivo de configuração commitado por engano.
- Com trava por certificado — o token só funciona junto de um certificado que o cliente informou. Vazou o token sozinho? De nada serve a quem não tiver também o certificado correspondente. É a opção que recomendamos para qualquer uso além de teste.
Mais de um certificado ao mesmo tempo, de propósito. O cliente pode cadastrar mais de uma impressão digital de certificado na mesma trava. Isso existe para a renovação de certificado nunca virar um corte seco: quando o certificado antigo está para vencer, o cliente cadastra o novo antes, o token passa a aceitar os dois, e só depois de confirmar que tudo funciona com o novo ele remove o antigo da lista. Sem essa sobreposição, trocar de certificado significaria um intervalo em que nada assina.
Impressão digital do certificado
O “identificador” de um certificado, para efeito da trava — um resumo curto e único calculado a partir do certificado inteiro. Dois certificados diferentes nunca têm a mesma impressão digital; o mesmo certificado sempre calcula a mesma. É esse valor que o cliente cola no campo de certificados aceitos, nunca o arquivo do certificado em si.
Reemitir e revogar — e por que não é instantâneo
O cliente tem dois botões, além de configurar a trava:
- Reemitir — gera um token novo com a trava atual, sem mudar mais nada. Útil quando ele suspeita que o token vazou, mas quer manter a mesma trava.
- Revogar — cancela o token, sem emitir outro no lugar.
Nem reemitir nem revogar cortam o acesso na hora. O token anterior deixa de ser aceito em até 1 hora. Isso acontece porque quem confere o token do lado do serviço (o V3RSigner) não consulta o V3RLicense a cada uso — ele guarda uma lista de tokens cancelados e a atualiza periodicamente, para continuar funcionando mesmo se o V3RLicense estiver fora do ar num momento qualquer. É essa mesma lista que leva até 1 hora para refletir a revogação.
O que fazer nesse intervalo: se o motivo for suspeita de vazamento, o cliente deve trocar o valor do token no sistema que o usa assim que reemitir ou revogar — não esperar a hora passar para agir. O token antigo continuar tecnicamente aceito por mais alguns minutos não é um bug a reportar; é a mecânica de propagação, e o passo seguro é sempre trocar o valor primeiro.
Validade do token, e o que a renovação do acesso muda
A validade do token é calculada na emissão:
- Licença/acesso com data de vencimento: o token vale até essa data mais os mesmos 15 dias de carência da própria licença.
- Licença/acesso perpétuo (sem vencimento): o token vale 12 meses a partir de quando foi emitido.
- Em qualquer um dos dois casos, o token nunca passa de 13 meses a partir da emissão — é um teto de segurança, para limitar o estrago de um token que vaze e nunca seja revogado.
Desde a v0.31.0, renovar o acesso emite um token novo automaticamente, com o prazo recalculado a partir do vencimento novo — o cliente não precisa clicar em nada. O token anterior não é revogado: continua valendo até a própria data dele, e essa sobreposição é justamente a janela para o cliente trocar o valor no sistema dele sem parar nada, dentro desse prazo, sem pressa. Na conta, o cliente vê o token mais recente e uma linha dizendo até quando o anterior ainda vale.
Antes da v0.31.0, a renovação não estendia o token — a saída era clicar em Reemitir. Reemitir continua existindo, mas hoje é só para os casos de sempre: suspeita de vazamento, ou trocar a trava.
O que acontece se o acesso deixar de valer
O token segue o destino do acesso, com uma exceção:
| Situação do acesso | O que acontece com o token |
|---|---|
| Em carência (venceu, dentro dos 15 dias) | Continua funcionando normalmente — carência nunca revoga token, a mesma regra de sempre para atualização de plugin. |
| Suspensa por falta de pagamento, expirada ou revogada | Entra na lista de cancelados automaticamente, dentro de até 1 hora — sem precisar de nenhuma ação do cliente ou do operador. |
Isso significa que deixar de pagar não corta o acesso no mesmo dia: o cliente tem os 15 dias de carência de sempre para regularizar, e só depois disso o token para de funcionar.
Glossário desta seção
- Token de acesso a serviço da casa
- A cadeia de texto que o cliente cola no sistema que consome um serviço da casa (ex.: V3RSigner). Diferente da chave de licença, aparece em claro na conta a qualquer momento — não é “mostrado uma vez só”.
- Trava (do token)
- A regra que decide quem, além de ter o valor do token, consegue usá-lo. Hoje só há a opção “sem trava” e “com certificado” pela conta do cliente.
- Impressão digital (do certificado)
- Resumo curto e único calculado a partir de um certificado inteiro — é o que identifica o certificado dentro da trava, sem precisar do arquivo completo.
Isenção para organizações filiadas à RIT
Organizações do terceiro setor filiadas à RIT recebem licença gratuita — sem passar por venda. Hoje isso é feito emitindo a licença pela origem “Isenção — filiada à RIT”, com validade normalmente anual, renovada manualmente pela mesma tela de renovação. Não existe hoje verificação automática contra uma fonte externa de filiação — está registrado como funcionalidade futura (V3RLicense-Code#4). Veja o passo a passo em Emitir uma isenção.
Publicação de atualização
Quando uma versão nova de um plugin é publicada no V3RLicense, todo cliente com licença ativa daquele produto passa a ver o aviso de atualização no próprio wp-admin, do mesmo jeito que veria para um plugin do repositório oficial do WordPress. Cliente com licença expirada ou revogada não vê a atualização — mesmo que o plugin continue funcionando. Veja Publicar uma versão.
Glossário
- Ativação
- Um domínio em que o cliente instalou e ativou o plugin com uma chave de licença. Conta contra a cota da licença, salvo ambiente de teste.
- Chave de licença (
license_key) - O código que o cliente cola no campo de licença do plugin. Não muda ao longo da vida da licença — nem em renovação, nem em troca de plano.
- Combinação
- Um par duração (tipo de licença) × número de sites, com preço próprio, cadastrado na seção de assinatura de Venda do plugin — cada combinação vira uma variação do produto único na loja.
- Origem
- O motivo de uma licença existir (venda, cortesia, isenção RIT…). Cadastro livre, sem regra de negócio própria — é rótulo, não lógica.
- Tipo de licença
- A periodicidade (mensal, anual, perpétua…) usada para calcular a data de expiração na emissão e na renovação.
- Token de acesso a serviço da casa
- A cadeia de texto que dá acesso a um serviço da casa (ex.: V3RSigner) ligado ao produto da licença — veja Token de acesso a serviço da casa, acima. Não confundir com o token de publicação, abaixo.
- Token de publicação
- Credencial de máquina que publica release por API, sem passar pela tela — usada por pipeline de CI. Veja Gerenciar tokens de publicação.